quinta-feira, 17 de novembro de 2011

GERONTOLOGIA: A EMPREGABILIDADE E A PROFISSÃO DE FUTURO


GERONTOLOGIA: A EMPREGABILIDADE E A PROFISSÃO DE FUTURO
Joaquim Parra Marujo, in: http://jpmarujo.wordpress.com/
19/01/2010
A formação em Envelhecimento Humano: a Gerontologia Social é prioritária na Escola Superior de Educação João de Deus. Somos pioneiros, em Portugal e na Europa, no Estudo e Investigação do Envelhecimento Humano numa perspectiva transpessoal e holística. Mudámos o paradigma do laboratório epistemológico escolar transferindo-o da Escola para a Sociedade Portuguesa. É no seio da comunidade que os estudantes e professores fazem as rupturas epistemológicas.

A licenciatura em Gerontologia Social tem como finalidade a promoção da saúde, a prevenção da doença e a intervenção em idosos marginalizados e estigmatizados quer das famílias nucleares, quer dos grupos de crianças e adolescentes, quer das estruturas institucionais de apoio a gerontes em risco.

Ao juntarmos a estes factores os problemas de anomia, o baixo nível socioeconómico e os aspectos psicossociológicos do envelhecimento poderemos avaliar a importância desta licenciatura intergeracional sobre Gerontologia Social.
Em Portugal, prevê-se que a população idosa mais do que duplicará no Mundo.

Pela primeira vez, o número de idosos (≥ 65 anos; 16,4%) recenseados ultrapassou o número de jovens (0-14 anos; 16%) em 2001 . Prevê-se que a proporção de idosos, em Portugal, atinja os 30% até 2050 , isto é, a população idosa ultrapassará, em 2050, cerca de três milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade.

Com os dados demográficos apresentados e com as iatrogenias do envelhecimento urge a necessidade de estreitar a relação entre a população idosa e os estudantes e licenciados em Gerontologia Social. Assim, os nossos estudantes estão preparados cientificamente para planearem e intervirem na prevenção da estabilidade da arquitectura: intelectual, informacional, lúdica, perceptiva, sensorial e cinestésica da pessoa idosa.

A cultura gerontológica da comunidade urbana, rural e migrante, será “trabalhada cientificamente” pelos licenciados por esta Escola para ser usufruída por uma população a envelhecer e idosa.

A Escola Superior de Educação João de Deus contribui quer para a formação pedagógica, científica e cívica dos estudantes, quer para a assimilação da imagem sintetizada das características essenciais do gerontólogo psicossocial que se descrevem na área do Servir e da Filosofia Humanista.

Num espaço económico e social cada vez mais vasto, o que se pretende é criar uma nova actividade: a empregabilidade e uma profissão de futuro e com futuro exequível onde a mobilidade poderá ser facilitada uma vez que não existe na União Europeia, esta profissão, tão bem preparada cientificamente como preparamos os nossos licenciados quer pela estrutura sólida de saber-fazer (Ciência, Investigação e Praxis), quer pelo saber-ser do estudante gerontólogo.

O currículo desta licenciatura – Gerontologia Social – possui uma estrutura que facilita, ao estudante, a interiorização de um fazer-saber (em metodologias de acção) inserido num contexto onde se respeita a individualidade de cada sénior e da sua cultura gerontológica. Neste contexto o futuro gerontólogo psicossocial está ao serviço da comunidade, da sociedade, do País e da União Europeia.

A fonte de rendimento dos futuros estudantes e licenciados serão:
• Câmaras Municipais;
• Juntas de Freguesia;
• Hospitais;
• Centros de Saúde;
• Centros de Dia;
• Lares;
• Paróquias;
• Misericórdias;
• Serviços de Turismo Sénior;
• Formação da sua actividade empresarial, etc.

Nesta licenciatura em Envelhecimento Humano – Gerontologia Social, a Escola Superior de Educação João de Deus, valorizará a participação activa e efectiva do estudante na vida da comunidade, assim como, o respeito pelo primado da pessoa humana na defesa da qualidade de vida dos cidadãos e na salvaguarda dos valores fundamentais da sociedade.

Cáritas propõe ao Governo criação de uma Comissão Nacional de Protecção a Idosos


Cáritas propõe ao Governo criação de uma Comissão Nacional de Protecção a Idosos

13.11.2011 - 14:59 Por Lusa
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 O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio da Fonseca, revelou neste domingo que a instituição propôs ao Governo a criação de uma Comissão Nacional de Protecção a Idosos.
“Tal como existe a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, já devia ter aparecido uma entidade que fizesse esse trabalho junto dos idosos”, até porque “neste momento estão a aumentar muito os maus-tratos aos idosos”, sustentou Eugénio da Fonseca.

A proposta já apresentada ao Ministro da Solidariedade e Segurança Social resulta das conclusões da última Assembleia Social da Cáritas realizada no final de Outubro e na qual surgiram algumas denúncias.

“É um fenómeno preocupante porque é muito oculto: há famílias que vão buscar aos idosos as reformas, tirando-os dos centros de dia para poderem ficar com esse dinheiro e, muitas vezes, com violência”, acusa o presidente da Cáritas.

Eugénio da Fonseca explicou que em muitos casos surge um familiar que diz estar desempregado e, portanto, já pode cuidar do idoso, embora a razão de fundo se prenda com a necessidade de garantir os rendimentos dos mais velhos.

“E não é líquido que os idosos digam com verdade que é com o seu consentimento, porque procuram sempre defender os seus, os seus filhos e familiares. Isto é uma coisa bastante preocupante”, alerta.

Eugénio Fonseca falava à margem do Conselho Geral, que reuniu este fim-de-semana, em Fátima, para debater a evolução dos atendimentos sociais, bem como a situação social e económica do País. 
Fonte:

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

crise da meia-idade em vários países


A tal crise da meia idade, depois que ela passa, pode-se deslumbrar a volta da felicidade.

14 de novembro de 2011Comente



Dá para entender a capa da revista francesa "Le Point", com uma bela mulher sorridente, a estilista Inès de La Fressange, 53, e o título: "A vida começa aos 50". 
Ou porque, quando pediram ao dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980) um conselho aos jovens, ele foi incisivo: "Envelheçam". 


A ciência diz que existe, sim, a crise da meia-idade e que ela afeta homens e mulheres em todo o planeta. 
Resultados de pesquisas em vários países, na última década, têm mostrado que essa fase bate em média entre 40 e 50 anos, mas varia muito de acordo com a região. Mas um dado novo, diz Andrew J. Oswald, um dos pesquisadores - é curioso e surpreendente indica que a crise é só o fundo do poço. Depois de atingir o ponto mais baixo de "bem-estar" (alguns pesquisadores chamam mesmo de "felicidade"), a pessoa dá a volta por cima e vai ficando mais feliz por quase todo o resto da vida. 
É estranho, pois o senso comum indicaria que a felicidade tende a diminuir a cada velinha no bolo de aniversário. Os gráficos ligando satisfação pessoal e idade mostram uma curva em "U". A felicidade começa alta, vai caindo até chegar à base da letra e volta a subir com a idade. O estudo analisou 500 mil pessoas, entre americanos e europeus, que responderam sobre seu estado emocional. Depois de se checar detalhes que poderiam afetar os resultados (renda, vida afetiva etc.), conclui-se que americanos atingem a crise aos 52,6 e europeus, aos 46,5. "A Segunda Guerra parece ter cobrado um preço maior dessa geração de europeus", na interpretação de Oswald.
A equipe concluiu: "O envelhecimento está associado com bem-estar geral, maior estabilidade emocional e mais complexidade, evidenciado pela maior ocorrência simultânea de emoções positivas e negativas". 

retirado de:http://longevidade-silvia.blogspot.com/

Leia mais: http://longevidade-silvia.blogspot.com/#ixzz1di0ViAqT
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Biblioteca digital grátis: O envelhecer, diferença entre senescência e senilidade

Biblioteca digital grátis: O envelhecer, diferença entre senescência e senilidade

O envelhecer, diferença entre senescência e senilidade



Dr. Fernando Andréa


Bacharel em Educação Física EEFEUSP e Mestre em Ciências Médicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP, São Paulo (SP), Brasil.

De acordo com o IBGE, a porcentagem de brasileiros com mais de 60 anos na década de 40 era de aproximadamente 4% e a estimativa para 2020 é alcançar 12% da população. Além do envelhecimento da população total, a proporção de pessoas com idade acima de 80 anos está aumentando substancialmente. No ano de 2007 a porcentagem deste grupo etário atingiu 1,4% da população brasileira, algo em torno de 1,6 milhões de pessoas.

A existência humana é marcada, nos seus extremos, por dois fenômenos opostos, a vida e a morte. O ser humano então, passa pela infância, atravessa a mocidade, atinge a maturidade e, finalmente, chega à velhice. Aparecem, então, os primeiros sinais evidentes da usura de todo o organismo (Rosa, 1983).

A velhice é um período de declínio caracterizado por dois aspectos: a senescência e a senilidade.

A senescência é o período em que o declínio físico e mental são lentos e graduais, ocorrendo em alguns indivíduos na casa dos 50 e em outros, depois dos 60 anos. A senilidade se refere à fase do envelhecer em que o declínio físico é mais acentuado e é acompanhado da desorganização mental. Aqui, também, encontramos as diferenças entre as pessoas; algumas se tornam senis relativamente jovens, outras antes dos 70 anos, outras, porém, nunca ficam senis, pois são capazes de se dedicarem a atividades criativas que lhes conservam a lucidez até a morte (Rosa, 1983).

Senescência é uma fase normal da vida de um indivíduo sadio; geralmente inicia-se depois dos 65 anos e não é manifestação doentia; na senescência não ocorrem distúrbios de condutas, amnésias, perda do controle de si mesmo; em outras palavras, é o velho sadio. Senilidade é doença, também conhecida como demência, onde o idoso (às vezes acomete adultos jovens) perde a capacidade de memorizar, prestar atenção, não consegue mais se orientar, fala sem nexo, vai limitando sua vida ao leito, e chega a perder o controle de urinar e defecar. Só 5% dos velhos padecem de senilidade.

Pode-se dizer que o envelhecimento humano ocorre em três níveis diferentes: biológico, psicológico e social.

O envelhecimento biológico envolve mudanças fisiológicas, anatômicas, bioquímicas e hormonais, acompanhadas de gradual declínio das capacidades do organismo.

O envelhecimento psicológico é traduzido pelos comportamentos (abertos e encobertos) das pessoas em relação a si próprias ou aos outros, ligados a mudanças de atitude e limitações das capacidades em geral. Esses comportamentos trazem como conseqüência a ocorrência de inadaptações, readaptações e reajustamentos dos repertórios comportamentais, face às exigências da vida.

O envelhecimento social está relacionado às normas ou eventos sociais que controlam, por um critério de idade, o desempenho de determinadas atividades ou tarefas do grupo etário, e que dão sentido à vida de cada um. Como exemplo, podemos citar: o casamento é um evento que ocorre geralmente nos anos da juventude ou no início da vida adulta. O nascimento de filhos é mais comum no período entre dezoito e trinta anos.

A aposentadoria ocorre, compulsoriamente aos setenta anos, ou com 30 ou 35 anos de trabalho comprovado. Essas normas ou eventos sociais contribuem para o estabelecimento de muitos preconceitos. Assim por exemplo, citando Neugarten e Datan (1974), para reforçar este ponto, a aposentadoria está supostamente relacionada como início da vida incapacitante e desintegradora, ou seja, a Velhice.


A atividade física é um dos meios mais barato e mais saudáveis na qual pode melhorar a nossa saúde. Para o idoso, a atividade física é de fundamental importância, pois, o processo de envelhecimento beneficia as perdas, principalmente, nos aspectos cognitivos e físicos, assim a atividade física torna-se um fator o qual pode ajudar a amenizar estas perdas (RABACOW et al., 2006).

Aceitar as transformações que ocorrem tanto nos aspectos fisiológicos, psicológicos e sociais na terceira idade é uma das formas de encarar os problemas decorrentes desta fase da vida, de forma a minimizá-los por meio da atividade física, participação na comunidade, passeios e entre outros (ZIMERMAN, 2000).

Referencias Bibliográficas

NEUGARTEN and DATAN. The Middle Years in S.Arieti, New York: Basic Books, 1974.
Paiva, Vilma Maria Barreto. A velhice como face do desenvolvimento humano.http://www.nehscfortaleza.com/artigos_arquivos/artigo_039.htm
RABACOW, Fabiana Maluf et al. Questionários de Medidas de Atividade Física em Idosos. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, Florianópolis, v.8, n.4, p. 99-106, 2006.
ROSA, M. (1993). Psicologia Evolutiva: psicologia da idade adulta. Petrópoles: Vozes.
Miranda, Thaís C. Senescência e senilidade - O que é isso? http://www.oncoguia.com.br/site/interna.php?cat=117&id=1791&menu=2
ZIMERMAN, Guite I. Velhice: Aspectos Biopsicossociais. Porto Alegre: Artmed, 2000.

domingo, 13 de novembro de 2011

Bem-vindos ao Blog da turma de Gerontologia Social 2011 da ESE João de Deus!