quinta-feira, 28 de junho de 2012

Doença de Alzheimer progride entre os neurónios


Cientistas suecos demonstram que a propagação da doença através do cérebro acontece célula a célula. Esta descoberta abre porta ao estudo de formas para travar o processo. Instala-se em pessoas com mais de 65 anos, mas há casos com início aos 40. Pequenos esquecimentos que se transformam progressivamente em perdas de memória cada vez mais frequentes generalizadas, a que se seguem comportamentos de confusão, num agravamento imparável, o padrão de progressão da doença de Alzheimer é sempre o mesmo. No entanto, há muita coisa que não se conhece sobre esta doença neuro degenerativa sem cura, nomeadamente os mecanismos específicos do seu avanço a nível cerebral. Agora, um grupo de investigadores da universidade de Linkoping du um passo mais para compreender como isso acontece. E uma das formas, asseguram os cientistas suecos, é o contágio entre os próprios neurónios, as células que constituem o córtex cerebral.

Num estudo publicado no The Journal of Neuroscience, a equipa coordenadora mostra como as proteínas tóxicas que se concentram em pequenos aglomerados, os chamados oligómeros de beta-amiloide, são responsáveis por esta progressão da doença, neurónio a neurónio. A acumulação patológica das proteínas, a tau e a beta-amiloide, está associada à doença de Alzheimer. A primeira, que em situações normais contribui para a estabilização de uma parte de célula chamada axónio, vai-se acumulando aí quando existe a doença de Alzheimer.

A beta-amiloide, na mesma situação de doença, tende a concentrar-se em grandes quantidades nas sinapses, os terminais que os neurónios utilizam para comunicar entre si. Porque motivo isso acontece, não se sabe ainda, mas o certo é que o problema, seja ele qual for, acaba por se propagar de uma zona inicial no cérebro, que está ligada à memória, às que lhes são adjacentes, afetando progressivamente diferentes partes do cérebro e causando devastação que se conhece.

Carla Oliveira e Silva

1ºGS

terça-feira, 19 de junho de 2012


“A gente luta a vida inteira para morrer velho…. mas depois que envelhece a gente vira um nada”…

Carla Silva

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Supercentenários

Supercentenários
Bem-vindo ao clube dos mais de 110.

O homem mais idoso actualmente vivo:
Até ao momento da entrada do blog( 8 de Junho de 2012) é


Jiroemon Kimura - 115 anos
Pessoa que mais tempo viveu (verificada): Jeanne Calment 122 anos e 164 dias de vida.
Casos portugueses:

Maria de Jesus "Ti Maria" com 115 anos e 114 dias, 9 de Janeiro de 2009.
D.Ana Pereira Rocha “Reina” que em Dezembro de 2001 completou 100 anos.
D. Maria Emília Teixeira que, em 19 de Agosto de 2000, completou 111 anos.
D.Catarina Carreiro, mais conhecida como como “Ti Catarina d’Avó” fez 113 anos, em 9 de Janeiro de 2004.
Jiroemon Kimura
Kimura, reconhecido como o homem mais idoso do planeta pela publicação desde Abril do ano passado, nasceu em 19 de abril de 1897 na antiga província de Tango (actual província de Kioto) no seio de uma família de agricultores.
Após se aposentar como funcionário dos correios, dedicou boa parte de seu tempo a trabalhar em sua horta até completar 100 anos.
Kimura ainda conserva seu senso de humor e gosta de dizer "thank you" (obrigado, em inglês) às pessoas que o visitam, segundo contaram ao jornal membros de sua família, que o descrevem como alguém capaz de criar um bom ambiente.
Embora ultimamente passe a maior parte do dia em sua cama deitado, ainda come três vezes ao dia com seus parentes.
Kimura tem sete filhos - cinco dos quais ainda vivos -, além de 14 netos, 25 bisnetos e 13 tataranetos, dois deles nascidos este ano.
O japonês tornou-se o homem mais velho do planeta em 14 de abril de 2011, quando morreu, aos 114 anos, o americano Walter Breuning, que até então ostentava o recorde.
Jeanne Calment:
Nasceu na cidade de Arles, na França. Quando a construção da Torre Eiffel foi terminada, em 1889, Jeanne tinha 14 anos de idade.
Tinha uma vida activa para sua idade, praticando desportos até os 85 anos. Passeava de bicicleta até os 100 anos. Morou sozinha no seu apartamento até os 110 anos. Conseguia andar até os 115 anos.
Tinha por hábito fumar um cigarro e beber um copo de vinho tinto por dia, até sua morte.
Seu irmão, François, viveu até os 97 anos e seu pai Nicolas até os 93.
Casou-se com um primo de segundo grau, Fernand Calment (1868 - 1942). Foram casados durante 46 anos. Jeanne viveu tempo suficiente para ver a morte de sua única filha, Yvonne, falecida em 1934 e também a de seu neto, Fréderic, formado em medicina, que morreu em 1963 num acidente de moto.
Foi Decana da Humanidade de 14 de fevereiro de 1991 a 4 de agosto de 1997.
Faleceu aos 122 anos e 164 dias, sendo considerada a pessoa mais velha da história do planeta.
Sucedeu-lhe no título Marie-Louise Meilleur, com 116 anos de idade.
Certa vez o presidente de seu país, Jacques Chirac (presidente de 1995 a 2007), disse que Jeanne Calment era "um pouco como a avó de todos os franceses".

Maria de Jesus (Ourém, 10 de Setembro de 1893 — Tomar, 2 de Janeiro de 2009) foi uma cidadã portuguesa supercentenária, considerada oficialmente a pessoa mais velha do mundo (decana da Humanidade) por cinco semanas. Morreu com 115 anos e 114 dias. Foi a decana da humanidade desde a morte de Edna Parker ocorrida em 26 de Novembro de 2008, sendo a última sobrevivente das pessoas nascidas em 1893. Foi por isso, a pessoa mais velha de Portugal desde a morte de Maria do Couto Maia-Lopes, em 25 de Julho de 2005 e a pessoa mais velha da Europadesde o falecimento de Camille Loiseau, em 12 de Agosto de 2006. Tornou-se a portuguesa mais velha de sempre a 11 de Junho de 2008. Está entre as 25 pessoas mais velhas de sempre.

Fontes:

Artigo realizado por Pedro Simões
Aluno de Gerontologia Social







Programação Genética da morte nos seres vivos


A morte programada, o “relogio” biológico:

Todos os seres vivos estão programados geneticamente para viverem até um determinado período temporal.

o   Rato- Mus musculus. 3 anos
Coelho-Oryctolagus cuniculus- 11 anos
o   Rã- rana catesbiana- 16 anos
o   Gato- Felis catus- 28 anos *
o   Cão- Canis Familiaris- 34 anos 
o   Macaco- Macaca mulatta- 40 anos
o   Tartaruga- testudo elephantopus- 100 anos

Não obstante a tal predisposição e programação genética de longevidade, ter em conta o meio em que vive o animal. Nestes exemplos referidos temos dois exemplos de animais que podem ser domesticados e obviamente que esse factor é crucial para que seja maior.  A esperança média de vida de um cão, por mais bem tratado que esteja não passa dos 15 anos, genericamente falando, considerando que é um cão de porte médio.


*A duração média de vida de um gato que vive dentro de casa é de cerca de 15 anos. Esta média baixa para assustadores de 2 a 5 anos para os gatos que vivem soltos nas ruas. 
O gato de vida mais longa já registrado foi o inglês Puss, que morreu em 1939, um dia depois de ter completado seu 36º aniversário. A gata mais idosa foi uma fêmea inglesa rajada que morreu em 1957, aos 34 anos. 
Um ano felino corresponde a 5 anos de vida de um humano ( mito urbano que corresponde em alguns a verdade, mas que não é uma verdade absoluta)


A esperança média de vida de alguns animais e vegetais em anos:
Animais

Vegetais

Elefante
70
Sequóia (sequóia sempervirens
6000
Cavalo
40
Teixo /taxus baccata)
3000
Leão
30
Faia (Fagus sylvatica)
1000
Lavagante
25
Fetos
500
Cão
15


12


Rato
3


Aranha
1



Os extremos da longevidade da Natureza:
As Oliveiras são um exemplo de longevidade senão vejamos: Os exemplares mais antigos que se conhecem na Europa e possivelmente no mundo encontram-se em Portugal: uma oliveira no Algarve, perto da cidade de Tavira, tem mais de 2000 anos e julga-se que foram os fenícios que a teriam trazido da Mesopotâmia. As outras, vindas do Alqueva, remontam a 300 anos a.C. Perto da localidade montenegrina de Bar-se existe também uma oliveira com cerca de 2000 anos e em Trevi, Itália, há uma oliveira com cerca de 1700 anos, tal como um exemplar em Getsemani, Israel onde testemonhou o beijo de Judas e da prisão de Jesus Cristo!

Por outro lado…
No reino dos insectos: As efémeras ( moscas de maio) vivem apenas algumas horas na fase de imago (o correspondente à fase adulta) a sua longevidade é de apenas um dia, não se alimentam durante a sua existência apenas procuram dar continuidade à sua espécie.
Efémera vulgar da Eurásia (Ephemera danica)

anúncio vodafone Efémera:
http://www.youtube.com/watch?v=QHtDleG0Wbk


A vida pode ser modulada pelo consumo de oxigénio. Em regra a taxa de metabolismo basal é inversamente proporcional ao tamanho corporal; portanto, e em regral geral, animais maiores vivem mais do que menores.

As horas e o ciclo da vida:
1.       Na América tropical há uma planta (mirabilis jalapa), da família das nictagináceas- “four o’clock ( Em Inglês), Marvel of Peru, “boas noites” (em Português) assim designada porque invariavelmente , as suas flores desabrocham todas as noites por volta das 16 horas (4p.m) permanecendo abertas toda a noite, durando apenas essa noite.

2     Certos núcleos do hipotálamo possuem uma ritmicidade “pulsátil” com período de 90 minutos (no Homem)
3     
A maior parte das mitoses de renovação epidérmica (no Homem) realiza-se entre as 0 e as 4 horas;
4    É do conhecimento geral a extraordinária migração dos salmões para o rio onde nasceram, numa altura muito especifica da sua vida;
5  
Ritmo do Sono: Há pessoas que, apesar de activarem o relogio despertador de cabeceira, em geral, acordam pouco antes do aparelho emitir o sinal sonoro:
6  
De um modo geral, é durante o período nocturno que ocorre a maioria dos partos e dos óbitos
7 
Uma cigarra, denominada “periódica”, dos Estados Unidos da América do Norte, insecto hemíptero da espécie Magiciada Septendecim, passa a fase de ninfa, com a duração de 17 anos (nos Estados Setentrionais) em cavernas subterrâneas alimentando-se de sucos de raízes, após o que, sob comando de um “cronometro” interno, os eçementos da mesma geração saem, em Maio, literalmente todos ao mesmo tempo, para a superfície onde efectuam a última muda para se transformarem em adultos. A fase adulta (ou fase de imago) dura apenas 42 dias!


A considerar:
Como se explica que certas famílias, quase por hábito morre-se numa idade quase centenária ao contrário de outras.
A diferença de longevidade é, em média, menor em gémeos idênticos do que em gémeos fraternos.

Artigo realizado por Pedro Simões aluno de Gerontologia Social
Este artigo foi feito com base nos apontamentos de Histologia e Embriologia Humana do ICBAS,Professor Doutor Rogério Monteiro. 

o peso dos anos

O peso dos anos...
Sharabat Gula


Tinha 12 anos em Julho de 1985.

 Perdeu os seus pais durante o bombardeio soviético do Afeganistão. Enquanto ela estava no campo de refugiados Nasir Bagh, no Paquistão, em 1984, ela foi fotografada pelo fotógrafo Steve McCurry. Gula, então com 12 anos de idade, era uma das estudantes em uma escola dentro do campo de refugiados. McCurry tirou a foto quando a encontrou sem burca - dada a rara oportunidade de fotografar o rosto de mulheres afegãs (a lei afegã obrigava as mulheres a usarem a burca).


Embora seu nome não fosse conhecido, sua foto, nomeada Afghan Girl (Menina afegã), apareceu na capa da revista National Geographic, edição de junho de 1985. A imagem de seu rosto, com um tecido enrolando sua cabeça, e seus olhos verdes olhando diretamente para a câmera fotográfica, tornou-se um símbolo do conflito entre afegãos e da situação dos refugiados por todo o mundo. A foto de Gula foi nomeada como a fotografia mais reconhecida na história da revista.


A identidade da menina afegã ficou desconhecida por mais de 15 anos, à medida que o Afeganistão continuava fechado para a imprensa ocidental, até a queda do taliban, em 2001. McCurry fez várias tentativas em localizar Gula, na década de 1990, mas sem sucesso.


Em janeiro de 2002, uma expedição da National Geographic viajou ao Afeganistão, com a missão de localizar Gula, a pessoa da famosa fotografia. McCurry, ao saber que o campo de refugiados Nasir Bagh estava para fechar, perguntou aos outros refugiados que ainda moravam no campo. Um deles conhecia o irmão de Gula, e conseguiu fornecer pistas da localização de Sharbat Gula.


A expedição finalmente encontrou Sharbat Gula, então, com 30 anos de idade, numa região remota do Afeganistão. Ela tinha voltado para o seu país de origem em 1992. A sua identidade foi confirmada, usando tecnologia biométrica. Os padrões da íris de Gula eram iguais aos da íris da mulher na fotografia. Ela lembrou-se vividamente de ter sido fotografada (por McCurry) - ela nunca havia sido fotografada, anterior ou posteriomente. No final da década de 90, Gula casou-se, e teve quatro filhas, uma delas morrendo quando bebé. Gula não tinha a menor idéia do impacto causado pela sua foto nas sociedades ocidentais.


A história de Sharbat Gula foi mostrada na edição de abril de 2002. Ela também foi o principal tema de um documentário de televisão, que foi ao ar em março de 2002. Em reconhecimento a Gula, a National Geographic criou um fundo de caridade, com o objetivo de beneficiar as mulheres afegãs.


2002, Sharbat Gula com 30 anos

A pele demonstra os sinais evidentes de envelhecimento precoce fruto de uma vida cheia de responsabilidades como mãe de família e como cidadã que vive em condições muito precárias, não garantido as condições mínimas de qualidade e dignidade de vida humana. O olhar apesar de não ser tão expressivo como antigamente, ainda é marcante apesar das marcas da sua vida pesada.

Bibliografia:

Artigo feito por Pedro Simões, aluno do curso de Gerontologia Social