segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Projecto TIO » Manter o cérebro “jovem”
Muita gente encara a senilidade e a perda gradual de memória como processos irreversíveis e naturais do ser humano. Mas podem-se tomar algumas medidas, desde jovem, para evitar que a velhice traga esses problemas com tanta intensidade. O cérebro pode envelhecer mais lentamente se se souber o que fazer.
Muitas pessoas que atingem a casa dos 60 anos têm medo da doenç de Alzheimer. Sendo uma doença de raízes genéticas, não pode ser evitada e dependende do DNA de cada individuo. Mas a maior parte dos casos de demência que atingem a terceira idade tem muito pouco ou nada a ver com genética: são consequências diretas de certos hábitos de vida.
O senso comum criou a ideia, nas últimas décadas, de que a receita para manter o cérebro “jovem” é fazer atividades mentais como sudoku e palavras cruzadas. É um engano. O próprio coordenador do Instituto de Saúde Mental dos EUA, Majid Fotuhi, encarregou-se de desmentir isto.
O neurologista americano garante que a melhor maneira de manter a mente saudável é fazer o mesmo com o corpo. Manter-se em forma é o primeiro passo para garantir a longevidade cerebral. Ao lado disso, como explica o médico, é importante manter-se socialmente ativo, interagindo com outros grupos de pessoas. O Dr. Fotuhi pratica dança de salão desde a juventude, e recomenda esta atividade como uma das melhores para o objetivo.
Uma recente descoberta, recorrendo ao campo da ressonância magnética, revelou que o exercício constante pode literalmente fazer o cérebro crescer. O hipocampo cerebral geralmente começa a perder entre 1% e 2% de seu volume por ano a partir dos 50 anos. Mas a atividade física regular reduz sensivelmente esse encolhimento.
Uma pesquisa da Universidade de Illinois (EUA) comprovou isso, em um estudo com 120 adultos. Depois de um ano a exercitarem-se sob supervisão dos cientistas, os participante tiveram em média aumento de 2% do volume do hipocampo.
Os cientistas enfatizam, no entanto, que não é recomendável só começar a preocupar-se com quando se atinge a idade onde o ser humano está sujeito à demência. Quanto mais jovem se começar a trabalhar para evitar esse problema no futuro, melhores serão os resultados.
Fonte: CNN
Publicado Otilia Rodrigues
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