sobre
Humanitude
O conceito de
Humanitude infelizmente é uma palavra que não consta no vocabulário de muitos
de nós. Até mesmo com os que lidam diariamente com idosos.
O conceito humanitude (human de homo do latim,
significa Homem mais prefixo itude) é um conceito recente que não conta com
mais de 30 anos de existência.
A sua primeira aparição
surgiu em 1980 por Freddy Klopfenstein, escritor Suíço usou as seguintes
palavras: “Inquietude, solitude, habitude: humanitude.”( KLOPFENSTEIN, F. 1980,
pp.)
Albert Jacquard em 1986 quando
alertava para a real dimensão do poder que o Homem poderia ter caso usasse, as
suas intenções com diferentes fins (inspirado
no conceito de negritude, de Léopold Senghor) adverte que essa mesma energia pode
ser utilizada de uma outra forma mais positiva, com uma perspectiva
evolucionista do desenvolvimento humano, mais preocupada com o homem e com as
suas relações estabelecidas entre si.
A Humanitude é “a contribuição de todos os
homens, de outrora ou de hoje, para cada homem” (Jacquard,1989,
p. 163). O saber-ser, a inteligência emocional,
o altruísmo, afectividade e sensibilidade de cada um para com o outro.
Humanitude
é uma escola de pensamento filosófico para a qual o homem está acima de tudo e para a
qual o homem constitui o valor supremo, mas difere do Humanismo enquanto filosofia moral ,conceito de
natureza mais antropológica, que nos leva a ver as raízes da nossa condição
humana e, por isso mesmo, o que constitui a sua essência” (Margot
Phaneuf, inf., Ph. D.)
A humanitude é um
legado de acções e experiências que partilhamos, damos e recebemos. É uma rede
de partilha de atitudes, gestos e compreensões que aumenta cada vez que uma
pessoa abraça ou manifesta outro gesto carinhoso. É uma herança que não deve
ser esquecida e que é de grande valor, e só deixará de ter pouco ou nenhum
valor quando o homem deixará de ser homem.
Tais gestos e atitudes enchem o coração de
quem o pratica e de quem o recebe. O essencial é invisível aos olhos, mas é bem
visível a empatia estabelecida entre o cuidador e o idoso.
Humanitude é sermos
humanos, sermos homens melhores, cuidadores de hoje para um dia mais tarde
sermos cuidados pelos mais novos.
Os principais
embaixadores de Humanitude são Yves Gineste e Jérôme Pellisier e
segundo os próprios os principais sinais de
apelos de humanitude são: a verticalidade, o olhar, a palavra, o toque e o
sorriso.
Para Gineste e Marescotti há dois nascimentos em cada vida humana,
o nascer biológico, parto e o nascer para
a espécie, ou seja atribuir particularidades da espécie o segundo nascimento.
A
humanitude é de uma tremenda importância para um futuro gerontologo, sobretudo
na prática, em contacto directo com o idoso.
Actualmente
existe Instituto Gineste-Marescotti e workshops que usam a metodologia de
Cuidados Gineste-Marescotti em Portugal,
Para
um melhor entendimento deste método vejam este vídeo para uma melhor percepção
real da dimensão nobre e beleza humana que é a Humanitude através de Yves
Gineste:
Pedro Simões
Aluno do Curso de Gerontologia Social
Bibliografia;
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