domingo, 5 de fevereiro de 2012

As Quedas nos Idosos


As Quedas nos Idosos

Uma queda pode mudar a vida do idoso, pode ter consequências físicas importantes como fracturas ou lesões e algumas delas podem ser incapacitantes. Uma queda, por mais simples que seja, pode sempre causar problemas no estado psicológico tais como: depressão, medo, ansiedade…

Prevenir é a palavra de ordem mas para uma prevenção adequada é necessário conhecer os motivos mais frequentes que estão na base deste tipo de acidentes.
Os motivos pelos quais podem ocorrer quedas no dia-a-dia de um individuo idoso, podem assim ser divididos em dois tipos: intrínsecos e extrínsecos.

Nos motivos intrínsecos podem ser identificados vários factores degenerativos da condição física do idoso, tais como perda de equilíbrio, diminuição da força muscular associada aos músculos da locomoção ou ainda uma simples e natural perda gradual de visão e audição que poderão remeter novamente para as questões de equilíbrio.

Nos motivos extrínsecos, podem ser identificados todos os factores, espaços e objectos da vida do idoso e com os quais ele interaja no seu quotidiano, como sendo a disposição de determinados objectos ou mobília, o tipo de pavimento ou revestimento do chão ou de superfícies de apoio.

Os familiares e técnicos que intervêm na vida do idoso autónomo, têm um papel fundamental e uma vez que os idosos perdem gradualmente a noção do seu estado, são estes indivíduos que devem estar atentos à identificação dos motivos acima descritos.
Os familiares devem prestar atenção ao surgimento dos primeiros sinais físicos como pequenos desequilíbrios, pontuais faltas de força muscular, aumento da surdez ou perda gradual e não controlada da visão. A identificação prematura destes sinais pode ser fundamental para uma intervenção tão simples como a troca de óculos ou aparelho auditivo e a prática de exercício físico que no seu conjunto vão contribuir para um desaceleramento dos factores intrínsecos.

Por outro lado, os técnicos podem desempenhar um papel importante no que diz respeito aos factores extrínsecos, avaliando o meio envolvente do idoso, como o seu quarto, casa de banho, cozinha, pátio, entre outros identificando potenciais riscos. O técnico deve neste sentido aconselhar e reeducar o idoso a reorganizar o seu espaço de forma a que este se torne seguro e não uma armadilha para a sua condição por vezes mais debilitada.

De seguida podemos observar neste quadro resumo de algumas orientações que podem ser tomadas em consideração no que diz respeito aos factores extrínsecos.

Interruptores de Luz
Fácil localização e accionamento / Cor Contrastante
Portas
Largura mínima de 80cm, sem calhas e trancas de fácil abertura
Janelas
Acima dos 120cm do chão, com calhas deslizantes
Mobiliário
Pouca mobília e disposta de forma a criar espaços amplos, sem tapetes nem passadeiras
Casa de Banho
Piso antiderrapante, apoio dentro do duche, sanita e bidé
Quarto – Cama
Entre 45-50cm do chão, colchão semi-rígido e roupa de cama leve
Cozinha
Distribuição em L ou outra que permita o apoio durante o movimento e utensílios à distancia da mão

 Ainda na área da prevenção, o técnico deve ainda ser um formador para que o idoso saiba como comportar-se nas mais diversas situações de risco como subir e descer escadas (preferencialmente na diagonal), como levantar-se e deitar-se (deitar-se de costas para a mesma e levantar-se com o recurso às duas palmas das mãos sobre a cama), como vestir-se e despir-se (ter sempre pontos de apoio ou vestir-se sentado e utilizar peças de roupa largas e fáceis de vestir).

Se apesar de todos os esforços a queda acontecer, deve também ser ensinado aos idosos o que fazer e como reagir após uma queda:

Passo 1
Rodar sobre o próprio corpo até ficar de barriga para baixo.

Passo 2
Apoiar os joelhos até ficar de gatas. Procurar, com o olhar, um elemento de apoio firme e aproximar-se dele.

Passo 3
Apoiar firmemente as mãos no mesmo e tentar-se colocar de pé com a ajuda dos antebraços.

Passo 4
Uma vez de pé, descansar antes de voltar a andar.

Em qualquer situação de queda devem ser contactados de imediatos os serviços médicos de urgência para avaliarem a gravidade e consequências do acidente.

É nosso dever fazer tudo o que está ao nosso alcance para melhorar a qualidade de vida dos nossos maiores e isso passa também por não deixar que eles caiam, não só fisicamente mas em todas as outras valências desta expressão.

Ana Isabel Martins  Aluna do curso de Gerontologia Social



Webgrafia

Sem comentários:

Enviar um comentário