Definimos a Animação de Idosos como a maneira de actuar em
todos os campos do desenvolvimento da qualidade de vida dos mais velhos, sendo um
estimulo permanente da vida mental, fisica e afectiva da pessoa Idosa.
O trabalho de Animação é ainda mais complexo quando se trata
de idosos institucionalizados em lares, centros de dia e centros de convívio. Luís Jacob defende que a
Animação de Idosos começa quando
respeitamos os mais elementares dos seus direitos, como sejam o direito à
escolha, o direito à privacidade e o direito à integração e à participação
activa. Esta pode contribuir para o cuidado do idoso e para a melhoria da sua
qualidade de vida, cria acontecimentos, que alteram a rotina diária e ao fazer
as pessoas conviverem umas com as outras, causa uma diminuição efectiva
da conflitualidade. A Animação ligada às artes plásticas e à motricidade faz com que os idosos melhorem
ou mantenham a sua autonomia e capacidade de movimento. È muito importante a presença
de um Animador nestas instituições.
Este deve trabalhar em colaboração com toda a equipa
multidiscilinar e com as próprias familias dos idosos, no sentido de
proporcionar uma vivência digna e de qualidade a todos os utentes.
Visto que os idosos dispõem de muito tempo livre é necesário
pensar na ocupação dos mesmos.
Assim a Animação dos Idosos contribui para uma acentuada
melhoria do seu dia-a-dia, pretendo melhorar a qualidade devida destes e
tornando-os mais activos. Simultaneamente deve ter como objectivo ajudar o
Idoso a encarar o seu envelhecimento como um processo natural, de forma
positiva e adequada, e a reconhecer a necessidade da manutenção das actividades
fisicas e motoras.
Podemos dividir a Animação em sete partes: Animação Fisica ou
Motora, Animação Cognitiva, Animação através da Expressão Plástica, Animação
através da Comunicação, Animação associada ao Desenvolvimento Pessoal e
Social, Animação Comunitária e Animação Lúdica.
Tendo em conta os aspectos anteriormente referidos, podemos
alegar que uma boa Animação deve dar resposta a diversos objectivos, visando:
- · Promover a inovação e novas descobertas;
- · Valorizar a formação ao longo da vida;
- · Proporcionar uma vida mais harmoniosa, atractiva e dinâmica com a participação e envolvimento do idoso;
- · Incrementar a ocupação adequada do tempo livre para evitar que o tempo de ócio seja alienante, passivo e despersonalizador;
- · Rentabilizar os serviços e recursos comunitários para melhorar a qualidade de vida do idoso;
- · Valorizar as capacidades, competências , saberes e cultura do idoso, aumentando a sua auto-estima e autoconfiança.
A grande maioria dos Idosos (85%) não estão
institucionalizados e é preciso desenvolver estratégias para chegar a este
público, como são as Universidades Seniores,o Turismo Sénior, o trabalho de
Voluntariado, a Animação das comunidades, as práticas intergeracionais, etc.
Com isso, o papel do animador consiste, fundamentalmente, em desenvolver a
auto-estima, a confiança e a personalidade dos participantes, fazem com que
estes tomem a iniciativa de levar a cabo actividades sociais, culturais e
educativas,entre outras; criar um dinamismo comunitário que reforce o tecido
social e as redes sociais; e, ainda, despertar o interesse, nos particiantes,
por uma formação permanentes.
Concluindo, o Animador deve “promover, estimular,animar, despertar interesses, incitar à acção…, enfim, fazer surgir potencialidades latentes em indivíduos, grupos e comunidades” (Ander-Egg, 2000:81)
A Animadora Sociocultural e aluna do curso de Gerontologia Social
Soraia Soares
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