O envelhecimento demográfico é o
fenómeno mais relevante do século XXI nas sociedades desenvolvidas devido às
suas implicações na esfera socio-económica, para além das modificações que se
reflectem a nível individual e em novos estilos de vida.
Consideram-se pessoas idosas os
homens e as mulheres com idade igual ou superior a 65 anos, idade que em
Portugal está associada à idade de reforma, que agora passou para os 67 anos.
Quanto às designações, são utilizadas indiferentemente, pessoas idosas ou com
65 e mais anos, dado não existir nenhuma norma específica a nível nacional. O
envelhecimento pode ser analisado sob duas grandes perspetivas: Individualmente,
o envelhecimento assenta na maior longevidade dos indivíduos, ou seja, o aumento
da esperança média de vida.
O envelhecimento demográfico, por seu turno, define-se
pelo aumento da proporção das pessoas idosas na população total. Esse aumento
consegue-se em detrimento da população jovem, e/ou em detrimento da população
em idade ativa. Em Portugal, as alterações na estrutura demográfica estão
bem patentes na comparação de idades em 1960 e 2000.
Entre
1960 e 2000 a proporção de jovens (0-14 anos) diminuiu de cerca de 37% para
30%.
Segundo
a hipótese média de projeção de população mundial das Nações Unidas, a
proporção de jovens continuará a diminuir, para atingir os 21% do total da
população em 2050. Ao contrário, a proporção da população mundial com 65 ou
mais anos regista uma tendência crescente, aumentando de 5,3% para 6,9% do
total da população, entre1960 e 2000, e para 15,6% em 2050, segundo as mesmas
hipóteses de projeção. De referir ainda que o ritmo de crescimento da
população idosa é quatro vezes superior ao da população jovem.
Em
consequência das diferentes dinâmicas regionais, e à semelhança do que se
verifica no Mundo, também no território nacional a distribuição da população
idosa não é homogénea.
Carla Silva
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