quinta-feira, 29 de março de 2012

Prémio Inovação no Envelhecimento 2012

Jan 19, 2012 by


A Associação Amigos da Grande Idade promove, durante o ano de 2012, o 2º Prémio designado “Inovação no Envelhecimento”, desafiando todos os interessados em apresentarem as suas propostas que julguem poder contribuir para melhores cuidados, serviços, atitudes e comportamentos em relação às pessoas idosas em Portugal.
Mantendo uma linha pragmática que nos caracteriza, pretendemos receber todas as propostas, em modelo de projecto ou de trabalho académico, sendo mais importante a participação e a posterior discussão dos trabalhos do que propriamente a classificação.
Os trabalhos, bem como a cerimónia de entrega de prémios terá divulgação Internacional e a Associação tentará, através dos seus meios e dos meios dos seus parceiros garantir a aplicação prática dos diversos projectos.
Este ano o prémio será alargado à candidatura de Instituições destinadas a cuidados e serviços a pessoas idosas que desejem avaliar as suas práticas. Assim será premiado um trabalho/projecto/ideia e uma prática de instituição, seja ela social, publica ou privada.
Destacamos o enorme êxito desta iniciativa em 2011 com a candidatura de numero significativo de trabalhos e com a selecção de 7 trabalhos premiados nacionais e estrangeiros.
Participe.
 
SAIBA MAIS EM...


Publicado por:
Otília Rodrigues
Licenciatura de Gerontologia Social
Escola Superior de Educação João de Deus

Duplicação do número de quartos nos Lares



O preço?
Não aumenta. As despesas mensais são de 980 euros, quando a Segurança Social comparticipa com 370 euros. O utente paga em média 350 euros. 


Pedro Simões 
1º Ano de Gertontologia Social 

domingo, 25 de março de 2012

Benefícios da  Psicoestimulação Cognitiva  no Idoso

A psicoestimulação pode ser definida como um “conjunto de estímulos gerados pela neuropsicologia aplicada, com finalidades reabilitativas. O objectivo básico da psicoestimulação cognitiva é favorecer a neuroplasticidade mediante a apresentação de estímulos, através dos quais se reforçam as capacidades intelectuais, emocionais e relacionais dos idosos”.

Os objectivos principais deste programa são:

Ø  Manter as competências intelectuais conservadas o máximo de tempo possível com a finalidade de preservar a autonomia;
Ø  Criar reforço rico em estímulos que facilite o raciocínio e a actividade;
Ø  Melhorar as relações interpessoais do idoso.

A psicoestimulação tem como objectivo específico:

Ø  Motivar o idoso a melhorar as suas capacidades cognitivas;
Ø  Optimizar as funções cognitivas preservadas;
Ø  Incidir sobre défices cognitivos com finalidade de melhorá-los;
Ø  Preservar a sua autonomia, aproveitando a utilização dos seus recursos;
Ø  Transferir mecanismos activados durante as sessões de psicoestimulação para actividades de vida diária.
 
O objectivo fundamental de qualquer treino cognitivo é facilitar o idoso no uso efectivo de estratégias para a resolução de determinadas tarefas intelectuais.

Deste modo podem criar-se condições óptimas para aumentar e melhorar a capacidade de aprendizagem, a orientação, a atenção, a imaginação visual, a memória, o raciocínio (capacidade de processar informação) e praxias… ao mesmo tempo que se enriquece a vida social. Em última instancia, pretende-se prevenir a deterioração cognitiva.

Bibliografia:
Puig, Anna (2001), Programa de Psicoestimulacion Preventiva – Un método para la prevención del deterioro cognitivo en ancianos institucionalizados, Editorial CCS, Alcalá, 166/28028 Madrid.

Vanessa António
Aluna 1º ano de Gerontologia Social, 2º semestre

domingo, 18 de março de 2012

A Incontinência Urinária no Idoso


Desde há alguns anos, o envelhecimento da população tornou-se uma das principais preocupações no domínio da saúde. A população está cada vez mais envelhecida visto que esperança média de vida tem vindo a aumentar.
            O envelhecimento é um processo universal e irreversível que provoca inevitáveis mudanças na sociedade especialmente ao nível dos cuidados de saúde. É importante conhecer e compreender as limitações e necessidades características da população idosa, de forma a prestar uma assistência eficaz e direccionada aos seus principais problemas.
            Apesar de toda esta realidade por demais evidente, a sociedade nem sempre compreende, aceita e lida com os idosos da forma mais correcta. Eles constituem um grupo com particularidades fisiológicas, isto é, um funcionamento especial dos seus órgãos e sistemas em condições de normalidade. As suas patologias são numerosas e específicas.
Os idosos são, por isso, merecedores de atenção e cuidados assistenciais.
O idoso carece cada vez mais de uma atenção especial e cuidada. A idade torna-se um factor de risco e uma representação de uma vulnerabilidade biológica, psicológica e social.
Seguidamente apresenta-se uma das patologias mais comuns nos idosos: a Incontinência Urinária.
A Incontinência Urinária
Devido a problemas específicos e patologias associadas, os idosos constituem uma população em risco relativamente a alterações da eliminação urinária. No entanto, este problema é pouco documentado, sobretudo no que se relaciona com a incontinência urinária.
Com o avanço da idade a bexiga perde eficácia e suporte como resultado do enfraquecimento do pavimento pélvico.
O esvaziamento reflexo da bexiga é auxiliado pela contracção dos músculos da parte inferior do abdómen, que aumentam a pressão da bexiga e promovem a contracção reflexa. Contudo, a lesão dos nervos associada ao processo de envelhecimento vai comprometer a acção do esfíncter externo e os músculos esqueléticos do pavimento pélvico conduzindo a uma perda do tónus esfincteriano e consequentemente ao esvaziamento periódico de urina.
A incontinência é uma palavra que ao ser utilizada por si só, sem caracterização das diferentes parametrizações, torna-se muito vaga pois não fornece informação pertinente acerca dos reais problemas relacionados com o controlo urinário do idoso.
            Deve dar-se especial atenção à destreza que o idoso demonstra no despir e vestir e quais as limitações. Estas podem afectar a ida à casa de banho e esta AVD (actividade da vida diária) poderá ser evitada ou adiada por parte do idoso, provocando um episódio de incontinência.
A eliminação da urina pode ser subdividida em dois grandes grupos: em retenção urinária/incapacidade da bexiga em produzir urina; ou em incontinência urinária.
A incontinência urinária define-se como a emissão involuntária de urina.  
Segundo a Sociedade Internacional de Continência (ICS), a incontinência urinária (IU) é definida como uma condição em que a perda involuntária de urina é um problema social, higiénico e objectivamente demonstrável (Abrams et al, 1998). É uma condição considerada como um sinal e um sintoma e não uma doença, mas que desencadeia uma situação de perda de auto-estima, vergonha e isolamento social.
Categorias da Incontinência Urinária no Idoso
Sob o ponto de vista fisiopatológico, a IU divide-se em 5 categorias. Contudo, em geriatria são utilizadas quatro destas categorias para classificar os vários tipos de incontinência:
Incontinência Funcional estado em que o indivíduo tem dificuldade em se deslocar aos sanitários, devido a factores ambientais, desorientação ou limitações funcionais.
Instabilidade do Esfíncter – estado em que o indivíduo emite involuntariamente urina, devido à urgência em urinar.
 Incontinência Total – estado em que o indivíduo urina, continuamente e de forma imprevisível.
Incontinência de Esforço – estado em que o indivíduo perde pequenas quantidades de urina, durante o esforço.
Poderão coexistir uma ou mais categorias no mesmo indivíduo, sendo por isso uma incontinência de carácter misto.
Existe ainda outro critério para classificar a IU: a reversibilidade; definindo-se assim dois tipos: a incontinência reversível e a incontinência irreversível.
Quando a incontinência é irreversível não quer dizer que não seja tratável, podendo desencadear sentimentos de ambivalência quer por parte dos profissionais quer por parte das famílias. Por esta razão, as intervenções estabelecidas para o idoso devem ser apresentadas de acordo com os objectivos realistas quer para o beneficiário (idoso), quer para as famílias.
A primeira intervenção junto do idoso com IU irreversível consiste em sondar os sentimentos do indivíduo face ao seu problema crónico.
Após a explicação da condição e respectivas implicações na vida diária do idoso, é importante aconselhar o idoso a utilizar cuecas/fralda para a incontinência. Deste modo evitará molhar a roupa e sentir-se-á muito mais à vontade. Para além disso, estas cuecas evitarão a propagação do cheiro, um dos factores determinantes para o isolamento dos idosos.
No tratamento da IU reversível pretende-se reduzir, eliminar ou neutralizar os factores responsáveis pela incontinência.
A elaboração de um programa de cuidados para a incontinência urinária reversível necessita, com efeito, da participação de todos os membros da equipa interdisciplinar e da família. Se um dos intervenientes se recusar a seguir uma determinada metodologia, como por exemplo conduzir o idoso à casa de banho 30 minutos antes do seu período de incontinência diária, o programa não será bem sucedido.
Segundo Berger (1995) Programa de Cuidados para a Incontinência Urinária Reversível
  • O fortalecimento dos esfíncteres e dos músculos pélvicos.
  • Evitar dar ao idoso bebidas diuréticas como café, chá, sumo de laranja, cacau ou álcool e, quando beber deverá ir urinar passada meia hora.
  • Conduzir regularmente o idoso à casa de banho, particularmente ao acordar, antes ou depois das refeições, e ao deitar.
  • Recomenda-se que o idoso urine meia hora antes da hora habitual da incontinência.
  • Estar atento à medicação pois alguns medicamentos possuem efeitos secundários diuréticos, e são principalmente problemáticos quando administrados à noite, pois aumentam o risco de incontinência urinária.
  • Deve-se modificar o ambiente
- Eliminar obstáculos no caminho da casa de banho,
- Utilização de roupas práticas para facilitar o vestir e o despir,
- Colocar uma bacia ou um urinol junto à cama.
  • Aconselhar o idoso a não beber água fria pois esta estimula a micção.
  • Aconselhar o idoso a urinar assim que sente vontade de o fazer, pois ao contrário do jovem adulto, que sente o primeiro sinal para urinar quando a bexiga contém 150 ml de urina e o segundo quando tem 400ml, o idoso nem sempre sente o primeiro sinal.
  • Aconselhar a esvaziar a bexiga sempre que sai de casa.

Bibliografia

1.Almeida, L. B. (Fevereiro de 2006) A idade não perdoa? – O idoso à luz da neurologia gerontológica (1ª Edição). Lisboa: Editora Gradiva
2.Santos N.; Dias F.; Morais, F.; Gorjão, C. J. (2000) Revista de geriatria
3. Berger, L. (1995) Pessoas idosas - Uma Abordagem Global (1ª Edição). Lisboa: Lusodidacta. pp: 273-279
4. Laycock J.; Haslam, J. (2004) Therapeutic Management of incontinence and Pelvic Pain- Pelvic Organ disorders. Great Britain: Springer
5.Costa, M. (1999) Manual de Sinais Vitais – O idoso, problemas e realidade (1ª Edição). Formasau Editora

 Ana Isabel Martins
Aluna 1.º Ano Gerontologia Social 2.º Semestre

segunda-feira, 12 de março de 2012

Avós Cibernautas


Em Coimbra, existe um grupo de estudantes do 3º ano de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra, que no âmbito da cadeira PGI, resolveram elaborar um projecto, os “Avós Cibernautas”.

Durante algumas semanas, seis jovens, todos à volta dos 20 anos, ensinam um grupo de idosos, composto maioritariamente por mulheres, cujas idades vão dos 73 aos 85 anos, a usarem um computador.

O projecto, intitulado “Avós Cibernautas”, tem decorrido no Centro de Dia 25 de Abril, do Ateneu de Coimbra.

Durante os meses de Novembro e Dezembro do ano passado, estes jovens, ensinaram algumas actividades básicas na utilização do computador, como a redacção de um texto, a criação de contas de correio electrónico, o uso do rato na calculadora e a navegação na Internet.

João Pedro, um dos estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, disse que “as coisas são muito direccionadas para as pessoas jovens, com mais facilidade em perceber, e os idosos são um pouco postos de parte”.

Ao longo do mês de Janeiro, os estudantes de Processos de Gestão e Inovação (PGI), dirigiram-se ao centro de dia para esclarecerem dúvidas dos seus “alunos”, e os jovens planeiam colocar no local dois computadores, que foram doados por uma empresa, garantindo pelo menos num a ligação à Internet. Também aguardam a resposta do município a um pedido para doar material antigo.

Para João Pedro, “era engraçado estarmos com pessoas mais velhas e estarmos nós no papel dos professores”. Esta experiência realizada com alguns idosos, só foi possível através do uso dos computadores pessoais dos alunos da Universidade de Coimbra.

O jovem refere também que o seu formando, nunca tinha mexido num computador e concluiu que, apesar de algumas dificuldades, como utilizar o rato, o balanço é positivo, com um sentimento geral de entusiasmo entre os idosos perante as potencialidades da Internet.

Podemos verificar, que a interajuda entre os jovens e os idosos está a aumentar e existem diversos grupos de idosos que, por um lado, continuam a apostar numa actividade e não ficam “parados no tempo”, praticando um envelhecimento activo, e por outro lado, sentem-se inseridos na sociedade, porque tentam perceber as novas tecnologias.

Webgrafia:



12-03-12

Ana Ribeiro nº2, turma 1º GS – 2º Semestre








Aumento invulgar da mortalidade em Fevereiro de 2012



Aumento da mortalidade, fora do comum entre idosos, sobretudo os de idade superior a 75 anos de idade.

Como se explica este insólito?
 Em apenas uma semana, morreram mais de três mil pessoas?

Tabela nº1: Mortalidade semanal de 2010 a 2012:
No mês de Fevereiro de 2011 o valor é de 2500, no mesmo período de 2012 é de 3000 mortos. Quais os motivos?



Segundo Francisco George, da Direcção-Geral de Saúde explica que assistimos “um comportamento cíclico, marcadamente sazonal, relacionado com a disseminação do vírus da gripe tipo A mais comum, o H3N22”.

Por sua vez o ministro da saúde não especificou grandes detalhes, referindo também que este aumento está relacionado com o Inverno rigoroso: “São dados revelados pelo Instituto Ricardo Jorge, que faz a monotorização apertada destes casos de mortalidade. Há um aumento em termos homólogos e o instituto está a descer mais a fundo na monotorização para sabermos as causas, se é do frio anormal ou de outro tipo de situações”.

Como outras fontes entre quais a PSP, será que este Inverno foi assim tão duro ?
Temos que comparar dados. Vamos comparar o período de 2005, em que o clima foi semelhante ao presente, um Verão tardio, e um inverno rigoroso, com pouca precipitação e com temperaturas muito reduzidas. Mas também irei comparar os dados do ano anterior para confirmar que este número não está relacionado apenas com factores climatéricos.

2012:
Fevereiro de 2012, 

Em termos de precipitação foi bastante reduzido, pouco característico para Fevereiro, o
 que fez com que o país ficasse em seca, comprometendo a produção agrícola nacional.

Em termos de temperaturas, houve uma vaga de frio que fez 700 mortes na Europa e em Portugal não se pode afirmar com toda a certeza quem já perdeu a vida por causa do frio, pois não existe um  plano de contingência, contudo  existe desde 2004 um plano para quem perde a vida associado a ondas de calor. 


2011:
Fevereiro de 2011
No mesmo período em 2011 as temperaturas estavam mais suaves e a precipitação era menor. A mortalidade também foi mais reduzida. 





2005:
Fevereiro de 2005




Ora se a precipitação e a temperatura média do ar estavam muito semelhantes nos períodos de 2005 e 2012, não foi por factores climatéricos que explica este aumento invulgar de mortalidade.

Teles de Araújo, presidente do Observatório das doenças Respiratórias, dá ênfase às condições climatéricas: falta de chuva, temperaturas baixas, maior número de partículas e de ozono no ar. 

Por isso não podemos afirmar que foi apenas pela vaga de frio. Houve factores directos e indirectos que contribuíram para tal. Factores políticos, com medidas austeras economicistas que proporcionaram este aumento:


·         Portugal é o País da União Europeia onde mais se morre por falta de condições de isolamento e aquecimento nas casas



Como um país com um clima temperado, mediterrânico, com as temperaturas mais agradáveis a nível Europeu é também o país onde mais frio se passa em casa? Um problema de raíz, de engenheiros e construtores civis que não tiveram em conta a qualidade de materiais usadas na construção das mesmas. Como se não bastasse agrava-se uma diminuição de poder de compra da maior parte dos portugueses é também confrontado com um aumento do IVA na electricidade em 23%, o que torna o ambiente ainda mais frio. Pior que Portugal só a Bulgária. 

·         Aumento das tarifas de electricidade 

Outra das medidas de austeridade que faz parte do memorando imposto pela Troika, faz com que o uso da electricidade seja repensado mesmo que muitos idosos passem frio e fiquem com uma pensão ainda mais reduzida.



  • ·         Aplicação de taxas moderadoras

Variavam entre 2 e 9 euros por consulta. Agora, as consultas nos centros de saúde públicos passam a custar cinco euros, os atendimentos nas urgências dos hospitais distritais, 15 euros, e nos hospitais centrais (em Lisboa e no Porto), 20 euros. 
Se antigamente era um direito básico gratuito e eficaz, hoje em dia a ida ao médico é ponderada dado os preços praticados. Como se não bastasse as comparticipações do Estado em medicamentos são cada vez mais reduzidas. Tudo em prol do progesso do país mesmo que se tenha que sacrificar o aspecto mais importante do cidadão português: a saúde. 


Pela primeira vez em 25 anos, a despesa em bens alimentares diminuiu. 
Se a quantidade de bens alimentares diminuiu a qualidade e a diversidade para a prática de uma alimentação saudável também fez com que as defesas do idoso sejam mais reduzidas, mais vulneráveis à gripes e outros tipos de agressões do mundo exterior. 

  •         O número de idosos vacinados em Portugal é de 59%. A meta europeia é de 75% para 2014.  


  •          Suícidios aumentaram 10% em Portugal

Grande parte são idosos. Aumento em 10% em relação ao ano anterior.



Este aumento de mortos acentuou-se no grupo acima dos 75 anos, isto na terceira semana de Fevereiro onde se registou os tais 3000 óbitos. 
  •       O vírus A(H3N2)

·          É o vírus responsável e com maior expressividade neste momento. Se o vírus associado à gripe das aves o grupo de pessoas mais vulnerável eram os jovens, neste são os idosos.

A gripe atingiu o valor máximo alguma vez registado em Portugal. A epidemia, que está associada ao excesso de 2100 mortes verificadas nas últimas cinco semanas (em comparação com as mortes verificadas nas mesmas cinco semanas de 2011), deverá atingir esta semana valores ainda mais elevados, pois o último relatório do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge informa que a progressão da doença apresenta uma "tendência crescente".

Como podemos ver, não é só pelo frio. Nos outros países há muito mais frio mas os idosos vivem com dignidade em locais acolhedores e devidamente aquecidos. Com estas medidas de austeridade as pensões tão reduzidas não conseguem fazer face às dificuldades impostas do seu dia-a-dia.
O frio já passou, agora até temos um Sol de Verão nos próximos dias, esperemos que a gripe não faça mais vítimas. 

Pedro Simões,
Aluno de Gerontologia Social


domingo, 11 de março de 2012

Programa Aconchego “"Casa para quem Estuda, Companhia para quem precisa"


Como temos vindo a verificar, através das notícias que vamos recebendo, diariamente, existe um crescente envelhecimento da população e a inexistência de políticas que fomentem o envelhecimento activo.

Há idosos que sofrem de solidão, porque não têm família próxima e vivem isolados, outros, estão doentes ou acamados e geralmente, são os vizinhos, também idosos, que os assistem pontualmente.

Por esse motivo, é necessário encontrar respostas na comunidade e usar da criatividade na procura de caminhos que ajudem a minorar o sofrimento daqueles que foram votados ao abandono e vivem sós.

Criou-se um projecto pioneiro na cidade do Porto, através da Fundação Porto Social e a Federação Académica do Porto (FAP) que promove o alojamento de estudantes do ensino superior em domicílios de seniores residentes na cidade do Porto. O projecto, que tem o nome de “Programa Aconchego” está assente numa perspectiva intergeracional, pretende assim accionar a solidariedade dos mais jovens para a revitalização e dinâmica dos mais velhos.

Sob o lema "Casa para quem Estuda, Companhia para quem precisa", o sénior disponibiliza casa ao estudante e, em retorno, este garante-lhe companhia.

A iniciativa ocorreu através da autarquia portuense em 2004. O objectivo, por um lado, é colmatar a solidão que afecta especialmente a população sénior, acompanhando-a e apoiando-a na promoção do seu bem-estar e, por outro, oferecer uma outra forma de alojamento aos estudantes, que além de conviver com os idosos, diariamente, também o alojamento é a título gratuito ou com uma comparticipação simbólica nas despesas de água e energia.

Este programa é dirigido a:

-Seniores, com mais de 60 anos, residentes na cidade do Porto, que vivam só ou com o cônjuge, e possuam condições na sua residência para o acolhimento de um estudante;

- Estudantes universitários, com idade entre os 18 e os 35 anos, não residentes no Porto e que queiram comprometer-se com o acompanhamento e melhoria da qualidade de vida do sénior.

- Existem algumas vantagens de adesão ao programa que são: a troca de experiências entre gerações, a companhia para o sénior e a redução das despesas de alojamento para o estudante.

Maria Armanda Lacerda, com 85 anos, aderiu a este programa, já que os seus filhos lhe disseram “ que não devia de estar sozinha durante a noite porque me podia acontecer alguma coisa e não tinha ninguém para me socorrer no imediato”. A D. Maria, ainda tentou colocar uma senhora lá em casa, mas as coisas não correram bem, então, através do Programa Aconchego, acolheu Duval Santos, um cabo-verdiano que veio para Portugal, que é estudante de Ciências Aeronáuticas e que resolveu aderir ao mesmo programa, porque a idosa com quem vivia morreu na sequência de uma pneumonia.

Para a D. Maria Armanda “ Aprende-se imenso com os jovens, então das tecnologias modernas nem se fala, o Duval ajuda-me com o meu computador, que eu ando a tentar perceber como funciona”.

Para Duval “ Viver em casa de senhoras idosas não atrapalha nada a minha vida, sinto que estou a ajudar ao mesmo tempo que elas fazem isso comigo. (…) Aqui em Portugal as pessoas de uma certa idade são postas de parte, isso faz-me confusão, porque em Cabo Verde é o oposto, são respeitadas pela experiência”.

Podemos verificar, através do testemunho destas duas pessoas, que este programa, além de ajudar os idosos a combater a solidão, também proporciona uma relação entre as diferentes gerações, onde a experiência, a sabedoria e a evolução de mentalidades coabitam.

O Programa Aconchego decorre de acordo com o calendário lectivo, durante a semana de segunda a sexta-feira, sendo o período de fim-de-semana facultativo.

Deste modo, procura-se cumprir o objectivo específico de contribuir para a solução simultânea do problema de solidão dos seniores e de alojamento de jovens universitários
com poucos recursos económicos.

De referir que, o Programa Aconchego recebeu, em Novembro do ano passado, o prémio "This is European Social Innovation",este prémio tem como objectivo aumentar as acções de solidariedade por toda a Europa e os projectos que concorrem são exemplo de iniciativas sociais inovadoras.

Webgrafia:





11- 03-2012

Ana Ribeiro nº2, turma 1º GS – 2º Semestre


sexta-feira, 9 de março de 2012

PONTO DE VISTA GERONTOLOGICO NA BUSCA DE SENTIDO PARA A VIDA NA VELHICE

Depois de atingirmos o estado adulto,poucas coisa temos certeza como a desvinculação ao qual o nosso corpo está biologicamente sujeito ,tenhamos nós vida e o processo está em curso.O sentido da vida embora nos assole em diversas alturas da nossa existência,talvez seja na velhice (para os afortunados que lá chegam),quando tomamos consciência que a nossa finitude está mais perto, e que mais insistentemente pensemos no porque desta vida humana que temos tido,nos valores que ela nos ensinou,e qual o seu verdadeiro propósito,nas vitorias conseguidas e nas frustrações e  raiva acumuladas.
É talvez nestes pontos de passagem que mais humanos nos tornamos,passamos a valorizar muito mais os verdadeiros sentimentos que vamos conseguir levar dentro de nós quando partimos.Regra geral são os sentimentos e emoções que pertencem á esfera do amor,afectos e prazeres.
Com o avançar do envelhecimento processos de perdas e rejeições bem como limitações,estão permanentemente eminentes como se de o papão se trata-se.O ser idoso tem por isso tendência para o isolamento quer por sua iniciativa,por vezes forçado por algum tipo de patologia ou porque socialmente também se começa a sentir excluído,fisicamente e nos padrões de beleza actuais é um ser feio como o facto de já não ser um ser produtivo em termos laborais deixou de ter uma rotina e rotina regular de convivência.O facto de durante o  seu período de trabalho dispor de muito pouco tempo livre para convívio social,leva-o a ter poucas actividades sociais,e na entrada na reforma fica subitamente com tempo livre onde possivelmente nem sabe o que fazer com esse mesmo tempo.A sua família,quando existe,também regra geral não está preparada  para o compensar e preencher esse tempo,nem muitas vezes consegue ter consciência da solidão que esse tempo lhe pode fazer sentir.
Agregado a todas estas mudanças abruptas,uma crise de identidade é quase inevitável,com esta mudança de papeis,perdas e diminuição de contactos e obrigações sociais.
A família que deveria edificar as bases emocionais e físicas por vezes encontra-se ausente pelo simples facto de residir longe,o idoso vê-se assim com a qualidade de vida seriamente  comprometida,o que acaba por desencadear um grande conflito interior,existencial que sem duvida vai acabar por o levar a questionar o sentido da vida.
Da parte das nossas politicas sociais,é notório uma ausência de prioridade de politicas responsáveis a fim de não só,defender e garantir qualidade de vida a estes cidadãos, como de ter uma sociedade organizada que permita a estes idosos poderem passar  os seus ensinamentos e serem úteis aos restantes cidadãos e sociedade.
A sua inactividade profissional é uma mudança que obriga a maiores alterações ao seu estilo de vida,exigindo grande esforço de adaptação,ao parar de trabalhar o idoso não reconhece a sua existência social.
Outro aspecto que merece destaque não é só pela injustiça ,como pelo crescente numero de casos que a comunicação social nos dá a conhecer é a violência contra estes cidadãos,é deveras assustador ver que a violência tanto é exercida no seio familiar como na própria comunidade,esta violência pode-se manifestar de forma simbólica como explicita.
A mais comum talvez aconteça no ambiente familiar e em algumas instituições,por vezes é influenciada pelo aspecto monetário,ou seja,filhos,parentes próximos,apropriam-se de bens,reformas em troca do suposto cuidado,e o idoso quando toma consciência está perfeitamente subjugado sem autonomia para poder decidir a sua própria vida. Todas estas situações levam a que a auto-estima do idoso se revista de uma conotação extremamente negativa ao ponto de muitos cometerem suicídio para por fim a tais sofrimentos,etá chegarem a este extremo passam por depressões,apatia,isolamento,falta de motivação para a realização das tarefas mais simples. A todas estas dificuldades alia-se ainda as dificuldades de relacionamento e barreiras impostas pelas falhas de comunicação, a afectividade não expressa devido á introspecção e desapego característico desta faixa etária,juntando-se ainda problemas do cunho afectivo decorrentes do afuste de personalidade ou afectividade mal resolvida durante toda a sua vida que neste período se agrava. O idosos precisa de uma reeducação que lhe permita um envelhecimento saudável,tranquilo e feliz,é importante que seja facultado ao idoso a possibilidade de as suas questões de vida interior sejam consolidadas, e é aqui que penso que entre a psicologia e a gerontologia pode-se fazer um trabalho verdadeiramente prazeroso para o idoso.Respeitando a sua vontade,auxiliando onde ele facultar ajuda mediando os seus conflitos com o mundo e também lhe dando a  conhecer nonas respostas para problemas antigos como é o caso da hipnose,a meditação, o tai-chi,ou a própria ocupação do tempo através da aprendizagem,alfabetização,novas tecnologias,a dança,a musica actividades estas que até desempenham um duplo papel,não só como ocupação do tempo,e convívio social como também desempenham um papel fundamental no retardamento de doenças degenerativas. O que para o idoso em questão,fizer realmente sentido,acompanha-lo para ele própria descobrir o que lhe faz falta.
REEDUCA-LO, OU REPROGRAMA-LO ANTES QUE A DEGRADAÇÃO COGNITIVA LHE ROUBE A AUTONOMIA.Ele é um ser que pode ainda ter vinte,trinta anos pela frente o que representa uma outra vida para viver e desfrutar com a sabedoria que só um privilegiado como ele tem.

VALORIZAÇÃO- Do idoso enquanto pessoa humana e ser social

ESCOLHAS- Dar-lhe meios e conhecimentos para ele poder fazer as suas próprias escolhas

RESPONSABILIDADE-Responsabiliza-lo para a manutenção da sua autonomia, e gestão da sua velhice

SIGNIFICADO IMEDIATO- Viver cada dia como se fosse o ultimo e acordar com a consciência que tem mais um dia para usufruir da oportunidade de estar vivo.

(extracto de  trabalho realizado por mim). Helga Lavado




A DIABETES MELLITUS

As duas principais formas de diabetes são a do tipo 1, também designada por insulinodependente ou diabetes juvenil, que pode surgir nas crianças, nos adolescentes e nos jovens adultos. A do tipo 2 ou não insulinodependente surge, normalmente, na idade adulta.

É uma doença metabólica frequente nos idosos, sendo muitas vezes uma doença crónica benigna. As estatísticas demonstram que 20% dos diabéticos têm mais de 65 anos, mas só 5% destes requerem tratamento.

O diabético exige uma maior vigilância se tiver mais de 65 anos de idade, for obeso e se estiver sob stress elevado. Crê-se que o stress despoleta uma libertação de epinefrina no organismo e incrementa o risco de reacção hiperglicémica. As pessoas idosas são sujeitas, diversas vezes, a fenómenos stressantes, tais como: patologias, perda do cônjugue, reforma, entre outros.

Os sintomas mais frequentes da diabetes são: a polifagia (aumento do apetite), a polidipsia (sede excessiva), a poliúria (aumento do volume da urina), a retinopatia (alteração da visão), gosto metálico, infecções da pele, do aparelho urinário e dos órgãos genitais (micoses) e feridas de difícil cicatrização.

A diabetes pode provocar complicações como a acidose ou o coma hipoglicémico. Há uma grande probabilidade de problemas vasculares e neuropatias (uma mutação nos nervos periféricos) responsável por dores frequentes e adormecimento. Causando, assim, problemas oculares, cutâneos, renais, cerebrais e vasculares.

O tratamento da diabetes inclui uma alimentação equilibrada, exercício físico e fármacos.

Alimentação:

6-8 refeições/dia (comendo a intervalos máximos de 3h, evitando um intervalo nocturno superior a 7-8h);

Evitar a ingestão de açúcares e de alimentos que contenham açúcar (doces, bolos, chocolates, sumos, compotas, refrigerantes);

Edulcorantes artificiais podem ser usados na substituição do açúcar;

Deve beber-se grandes quantidades de líquidos, sob a forma de ervas e chás. Quando a urina não tiver nem cor nem odor estará a beber os líquidos necessários.

Reduzir o consumo de sal.

Ao ensinar o idoso a fraccionar (pequeno-almoço, merenda a meio da manhã, almoço, 1-2 lanches, jantar e 1 a 2 pequenas ceias) minimiza o risco de hipoglicémia.


Exercício Físico:

Não há um exercício físico ideal que possa ser praticado por diabéticos. Recomenda-se a marcha, a bicicleta, a dança e o golfe, pois são exercícios que correspondem às actividades físicas do dia-a-dia.

Aconselhar uma pequena refeição antes da prática desportiva, e a redução das doses de hipoglicemiantes orais e/ou insulina;

Sugerir a ingestão abundante de água aquando da realização de exercício físico;

Deve ser respeitado um período de aquecimento lento, bem como um período de arrefecimento progressivo, evitando lesões musculares de esforço;

Sensação de bem-estar físico e psíquico;

● Aumenta a sensibilidade à insulina;

● Aumenta o número de vasos capilares; 

Melhora o perfil lipídico;

Diminui os valores da tensão arterial;

Reduz a massa gorda;

Deve ser suspendido ao mínimo sinal de cansaço;

Após – aumentar a quantidade de hidratos de carbono;

Monitorizar a glicémia.

O idoso deve também lavar e secar bem a pele; cortar as unhas a direito; nunca aquecer os pés numa fonte de calor externa (aquecedor e lareira) e recorrer a um especialista (por exemplo, um podologista) de dois em dois meses.

O doente diabético deve trazer sempre consigo o seu cartão identificador e é extremamente relevante envolver a família, no tratamento.

Através de um plano alimentar personalizado e uma prática regular de exercício físico, o idoso deve conseguir controlar a glicémia e não acarretar os sintomas ou as complicações inerentes à diabetes.


Marta Afonso de Albuquerque
Aluna da Licenciatura em Gerontologia Social.


Bibliografia: 

Berguer, Louise; Mailloux-Poirier, Danielle (1995). Pessoas Idosas: Uma abordagem global. Lusodidacta. Lisboa.

Duarte, R. (2002). Diabetologia Clínica. 3ª Edição. Lidel.

Fernandes, A. (2010). Tenho 60, Pareço 40, Sinto 20. 1ª Edição. Academia do Livro.


Ementa para Diabéticos:

Sopa de Agrião

Ingredientes:
●  1 molho de agriões
●  1 cebola
●  1 cenoura
●  2 batatas
●  1 pitada de noz moscada


Preparação

Lavam-se cuidadosamente os agriões e picam-se finamente. Descasca-se a cebola, a cenoura, e as batatas e cortam-se em pequenos pedaços. Junta-se água q.b. e uma pitada de noz moscada, deixando cozer. Seguidamente bate-se com a varinha mágica.


Frango com Limão

Ingredientes:
1 frango;
1 limão;
1 cubo de caldo de galinha.

Preparação
Lava-se e arranja-se o frango. Coloca-se dentro dele o cubo de caldo de galinha e o limão. Leva-se ao forno a assar, regando de vez em quando com um pouco de água.

Doce de Frutos Silvestres

Ingredientes:
150g de framboesas
150g de groselhas
150g de morangos
Adoçante

Preparação
Lavam-se os frutos e esmagam-se. Junta-se o peso correspondente de adoçante, levando ao lume com um pouco de água até atingir ponto de espadana.


Marta Afonso de Albuquerque
Aluna de Licenciatura em Gerontologia Social


Bibliografia:
Castro, T. L. (2004). 111 Receitas para Diabéticos. 3ª edição. Publicações Europa-América.