Em Coimbra, existe um
grupo de estudantes do 3º ano de Engenharia Informática da Universidade de
Coimbra, que no âmbito da cadeira PGI, resolveram elaborar um projecto, os “Avós Cibernautas”.
Durante
algumas semanas, seis jovens, todos à volta dos 20 anos, ensinam um grupo de idosos,
composto maioritariamente por mulheres, cujas idades vão dos 73 aos 85 anos, a
usarem um computador.
O
projecto, intitulado “Avós Cibernautas”, tem decorrido no Centro de Dia 25 de
Abril, do Ateneu de Coimbra.
Durante
os meses de Novembro e Dezembro do ano passado, estes jovens, ensinaram algumas
actividades básicas na utilização do computador, como a redacção de um texto, a
criação de contas de correio electrónico, o uso do rato na calculadora e a
navegação na Internet.
João
Pedro, um dos estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade
de Coimbra, disse que “as coisas são muito direccionadas para as pessoas
jovens, com mais facilidade em perceber, e os idosos são um pouco postos de
parte”.
Ao longo
do mês de Janeiro, os estudantes de Processos de Gestão e Inovação (PGI),
dirigiram-se ao centro de dia para esclarecerem dúvidas dos seus “alunos”, e os
jovens planeiam colocar no local dois computadores, que foram doados por uma
empresa, garantindo pelo menos num a ligação à Internet. Também aguardam a
resposta do município a um pedido para doar material antigo.
Para
João Pedro, “era engraçado estarmos com pessoas mais velhas e estarmos nós no
papel dos professores”. Esta experiência realizada com alguns idosos, só foi
possível através do uso dos computadores pessoais dos alunos da Universidade de
Coimbra.
O jovem
refere também que o seu formando, nunca tinha mexido num computador e concluiu
que, apesar de algumas dificuldades, como utilizar o rato, o balanço é
positivo, com um sentimento geral de entusiasmo entre os idosos perante as
potencialidades da Internet.
Podemos
verificar, que a interajuda entre os jovens e os idosos está a aumentar e
existem diversos grupos de idosos que, por um lado, continuam a apostar numa actividade
e não ficam “parados no tempo”, praticando um envelhecimento activo, e por
outro lado, sentem-se inseridos na sociedade, porque tentam perceber as novas
tecnologias.
Webgrafia:
12-03-12
Ana Ribeiro nº2, turma 1º GS – 2º Semestre
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