sexta-feira, 9 de março de 2012

A DIABETES MELLITUS

As duas principais formas de diabetes são a do tipo 1, também designada por insulinodependente ou diabetes juvenil, que pode surgir nas crianças, nos adolescentes e nos jovens adultos. A do tipo 2 ou não insulinodependente surge, normalmente, na idade adulta.

É uma doença metabólica frequente nos idosos, sendo muitas vezes uma doença crónica benigna. As estatísticas demonstram que 20% dos diabéticos têm mais de 65 anos, mas só 5% destes requerem tratamento.

O diabético exige uma maior vigilância se tiver mais de 65 anos de idade, for obeso e se estiver sob stress elevado. Crê-se que o stress despoleta uma libertação de epinefrina no organismo e incrementa o risco de reacção hiperglicémica. As pessoas idosas são sujeitas, diversas vezes, a fenómenos stressantes, tais como: patologias, perda do cônjugue, reforma, entre outros.

Os sintomas mais frequentes da diabetes são: a polifagia (aumento do apetite), a polidipsia (sede excessiva), a poliúria (aumento do volume da urina), a retinopatia (alteração da visão), gosto metálico, infecções da pele, do aparelho urinário e dos órgãos genitais (micoses) e feridas de difícil cicatrização.

A diabetes pode provocar complicações como a acidose ou o coma hipoglicémico. Há uma grande probabilidade de problemas vasculares e neuropatias (uma mutação nos nervos periféricos) responsável por dores frequentes e adormecimento. Causando, assim, problemas oculares, cutâneos, renais, cerebrais e vasculares.

O tratamento da diabetes inclui uma alimentação equilibrada, exercício físico e fármacos.

Alimentação:

6-8 refeições/dia (comendo a intervalos máximos de 3h, evitando um intervalo nocturno superior a 7-8h);

Evitar a ingestão de açúcares e de alimentos que contenham açúcar (doces, bolos, chocolates, sumos, compotas, refrigerantes);

Edulcorantes artificiais podem ser usados na substituição do açúcar;

Deve beber-se grandes quantidades de líquidos, sob a forma de ervas e chás. Quando a urina não tiver nem cor nem odor estará a beber os líquidos necessários.

Reduzir o consumo de sal.

Ao ensinar o idoso a fraccionar (pequeno-almoço, merenda a meio da manhã, almoço, 1-2 lanches, jantar e 1 a 2 pequenas ceias) minimiza o risco de hipoglicémia.


Exercício Físico:

Não há um exercício físico ideal que possa ser praticado por diabéticos. Recomenda-se a marcha, a bicicleta, a dança e o golfe, pois são exercícios que correspondem às actividades físicas do dia-a-dia.

Aconselhar uma pequena refeição antes da prática desportiva, e a redução das doses de hipoglicemiantes orais e/ou insulina;

Sugerir a ingestão abundante de água aquando da realização de exercício físico;

Deve ser respeitado um período de aquecimento lento, bem como um período de arrefecimento progressivo, evitando lesões musculares de esforço;

Sensação de bem-estar físico e psíquico;

● Aumenta a sensibilidade à insulina;

● Aumenta o número de vasos capilares; 

Melhora o perfil lipídico;

Diminui os valores da tensão arterial;

Reduz a massa gorda;

Deve ser suspendido ao mínimo sinal de cansaço;

Após – aumentar a quantidade de hidratos de carbono;

Monitorizar a glicémia.

O idoso deve também lavar e secar bem a pele; cortar as unhas a direito; nunca aquecer os pés numa fonte de calor externa (aquecedor e lareira) e recorrer a um especialista (por exemplo, um podologista) de dois em dois meses.

O doente diabético deve trazer sempre consigo o seu cartão identificador e é extremamente relevante envolver a família, no tratamento.

Através de um plano alimentar personalizado e uma prática regular de exercício físico, o idoso deve conseguir controlar a glicémia e não acarretar os sintomas ou as complicações inerentes à diabetes.


Marta Afonso de Albuquerque
Aluna da Licenciatura em Gerontologia Social.


Bibliografia: 

Berguer, Louise; Mailloux-Poirier, Danielle (1995). Pessoas Idosas: Uma abordagem global. Lusodidacta. Lisboa.

Duarte, R. (2002). Diabetologia Clínica. 3ª Edição. Lidel.

Fernandes, A. (2010). Tenho 60, Pareço 40, Sinto 20. 1ª Edição. Academia do Livro.

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