A DIABETES
MELLITUS
As duas principais formas de diabetes são a do tipo 1, também designada por insulinodependente
ou diabetes juvenil, que pode
surgir nas crianças, nos adolescentes e nos jovens adultos. A do tipo 2 ou não insulinodependente surge, normalmente, na idade adulta.
É uma doença metabólica frequente nos idosos, sendo muitas
vezes uma doença crónica benigna. As estatísticas demonstram que 20% dos
diabéticos têm mais de 65 anos, mas só 5% destes requerem tratamento.
O diabético exige uma maior vigilância se tiver mais de 65
anos de idade, for obeso e se estiver sob stress elevado. Crê-se que o stress
despoleta uma libertação de epinefrina no organismo e incrementa o risco de
reacção hiperglicémica. As pessoas idosas são sujeitas, diversas vezes, a
fenómenos stressantes, tais como: patologias, perda do cônjugue, reforma, entre
outros.
Os sintomas mais frequentes da diabetes são: a polifagia
(aumento do apetite), a polidipsia (sede excessiva), a poliúria (aumento do
volume da urina), a retinopatia (alteração da visão), gosto metálico, infecções
da pele, do aparelho urinário e dos órgãos genitais (micoses) e feridas de
difícil cicatrização.
A diabetes pode provocar complicações como a acidose ou o
coma hipoglicémico. Há uma grande probabilidade de problemas vasculares e
neuropatias (uma mutação nos nervos periféricos) responsável por dores
frequentes e adormecimento. Causando, assim, problemas oculares, cutâneos,
renais, cerebrais e vasculares.
O tratamento da diabetes inclui uma alimentação equilibrada,
exercício físico e fármacos.
Alimentação:
● 6-8 refeições/dia (comendo a
intervalos máximos de 3h, evitando um intervalo nocturno superior a 7-8h);
● Evitar a ingestão de açúcares e de
alimentos que contenham açúcar (doces, bolos, chocolates, sumos, compotas,
refrigerantes);
● Edulcorantes artificiais podem ser
usados na substituição do açúcar;
● Deve beber-se grandes quantidades de líquidos,
sob a forma de ervas e chás. Quando a urina não tiver nem cor nem odor estará a
beber os líquidos necessários.
● Reduzir o consumo de sal.
Ao ensinar o idoso a fraccionar (pequeno-almoço, merenda a
meio da manhã, almoço, 1-2 lanches, jantar e 1 a 2 pequenas ceias) minimiza o
risco de hipoglicémia.
Exercício Físico:
● Não há um exercício físico ideal que possa ser
praticado por diabéticos. Recomenda-se
a marcha, a bicicleta, a dança e o golfe, pois são exercícios que correspondem
às actividades físicas do dia-a-dia.
● Aconselhar uma pequena refeição antes da
prática desportiva, e a redução das doses de hipoglicemiantes orais e/ou
insulina;
● Sugerir a ingestão abundante de água aquando da realização de exercício físico;
● Deve ser respeitado um período de aquecimento
lento, bem como um período de arrefecimento progressivo, evitando lesões
musculares de esforço;
● Sensação de bem-estar físico e psíquico;
●
Aumenta a sensibilidade à insulina;
●
Aumenta o número de vasos capilares;
● Melhora o perfil lipídico;
● Diminui os valores da tensão arterial;
● Reduz a massa gorda;
● Deve ser suspendido ao mínimo sinal de
cansaço;
● Após – aumentar a quantidade de hidratos de
carbono;
● Monitorizar a glicémia.
O idoso deve também lavar e secar bem a pele; cortar as unhas a direito; nunca aquecer os pés numa fonte de calor externa (aquecedor e lareira) e recorrer a um especialista (por exemplo, um podologista) de dois em dois meses.
O doente diabético deve trazer sempre consigo o seu cartão
identificador e é extremamente relevante envolver a família, no tratamento.
Através de um plano alimentar personalizado e uma prática
regular de exercício físico, o idoso deve conseguir controlar a glicémia e não
acarretar os sintomas ou as complicações inerentes à diabetes.
Marta Afonso de Albuquerque
Aluna da Licenciatura em Gerontologia Social.
Bibliografia:
Berguer, Louise;
Mailloux-Poirier, Danielle (1995). Pessoas Idosas: Uma abordagem global. Lusodidacta. Lisboa.
Duarte, R. (2002). Diabetologia Clínica. 3ª Edição. Lidel.
Fernandes, A. (2010). Tenho 60, Pareço 40, Sinto 20. 1ª Edição. Academia do Livro.
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