Após ter lido o ensaio de Sibila Marques, Discriminação na Terceira Idade, achei que seria interessante partilhar com vocês um facto que não sabia que estava tão presente na sociedade. Eu sabia, como todos vós, que a discriminação para com os senescentes esta implementado na sociedade e, por incrível que pareça, até a Disney's Pixar sofreu com isso. Pois é, como sabemos, os filmes da Disney's Pixar são sempre grandes êxitos. Todos nós, se não conhecemos, já ouvimos as crianças falar de filmes como o Toy Story ou À procura do Nemo que além dos milhões que receberam graças aos filmes receberam também das réplicas de figuras como Buzz Lightear ou o Nemo. No entanto, tentaram também lançar um filme em que o protagonista seria um idoso de 78 anos, o Up. Para quem não conhece este filme, o Up conta a história de um viúvo que parte numa aventura empolgante com um menino de oito anos para a América do Sul. Apesar do filme ter sido alvo de críticas bastante positivas não foi visto da mesma maneira pelos analistas financeiros.Os grandes fabricantes de brinquedos assumiram claramente que produzir bonecos associados ao filme pois recusavam-se a acreditar que as crianças brincariam com um septuagenário que seria um herói. Felizmente, a Disney's Pixar não se deixou abalar por estas críticas e negativismo e quando finalmente foi lançado todos os receios se revelaram infundados. Quando se estreou, Up além de ser um sucesso nos EUA gerou uma receita de cerca de 68,2 milhões de dólares e, o melhor disto tudo, é que não se ficou unicamente pelos Estados Unidos. Na Rússia, como em outros países, alcançou o primeiro lugar nas bilheteiras.
Felizmente, apesar de todo o preconceito que existe em torno desta faixa etária, a Disney's Pixar não se deixou abalar e a sua persistência neste campo é de louvar. Graças à sua influência pode significar um contributo importante para chamar a atenção para este problema. Cabe-nos a nós gerontólogos seguir as pesadas da Disney e começar a agir. Espero que ao ler isto reflictam sobre esta problemática e comecem a agir pelo mais simples. Começar na família e nos vizinhos já era um princípio.
Inês Brandão
Fonte: Sibila Marques, Discriminação na Terceira Idade, Março de 2011
Sem comentários:
Enviar um comentário